terça-feira, 29 de maio de 2012

DESCOBRIDORES DO BRASIL ANTES DE CABRAL POST

DESCOBRIDORES DO

BRASIL ANTES

DE CABRAL



Antes de Cabral ,   é provável que outros navegantes europeus  tenham descoberto o Brasil .

Duarte Pacheco Pereira, o Grande (1460 — 1533) foi um navegador, militar e cosmógrafo português e provável descobridor do Brasil.

Em 1498  , D. Manuel I , rei de Portugal encarregou-o de comandar uma expedição naval  secreta,  com o objetivo de descobrir  terras situadas provavelmente para além da linha de demarcação do Tratado de  Tordesilhas .

A  expedição que, partiu do Arquipélago de Cabo Verde,  teria culminado com o descobrimento do Brasil, em algum ponto da costa entre o Maranhão e o Par , entre os meses de novembro e dezembro desse mesmo ano. Dali, Duarte Pereira teria acompanhado a costa Norte brasileira , alcançando a foz do rio Amazonas e a ilha do Marajó.

Há  evidências concretas de que dois navegadores espanhóis, Vicente Yáñez Pinzón ( 1562 – 1514 )  e Diego de Lepe, teriam viajado ao longo da costa norte e nordeste do Brasil , entre janeiro e março de 1500. Pinzón foi desde o litoral   do que hoje é a cidade de Fortaleza ( CE ) até a foz do rio Amazonas. Ali, encontrou uma outra expedição espanhola, liderada por Diego de Lepe , seu primo , que chegaria ao rio Oiapoque em março.

Nessa expedição, alcançou a costa do Brasil, tendo avistado um grande promontório que seria  o atual Cabo de Santo Agostinho, no litoral sul do estado brasileiro de Pernambuco  ou  a  Ponta do Mucuripe, em Fortaleza no Ceará  ; mas há outras duas possibilidades : o Cabo de São Roque,  (RN) e Ponta dos Seixas-Cabo Branco , ( PB ) .

Pinzon teria chamado  o cabo de Santo Agostinho , de Santa María de la Consolación e do qual tomou posse para a Espanha em 20 de janeiro . Na ocasião, registrou-se um violento combate com os índios locais, pertencentes à tribo dos potiguaras , quando teria capturado 36 indígenas Infletindo para o Norte, Pinzón atingiu, em fevereiro, a foz do Rio Amazonas, a qual denominou de “Mar Dulce”, de onde prosseguiu para as Guianas e, daí, para o Mar do Caribe.

REVOLUÇÃO DA DEGOLAS POST

REVOLUÇÃO FEDERALISTA,

A “REVOLUÇÃO

DAS DEGOLAS”



A Revolução Federalista ( 1893 – 1895 ) ocorreu no Rio Grande do Sul ,  logo após a Proclamação da República, e  causada pela disputa política entre  os “maragatos” e “pica – paus’  .

Fala-se muito das crueldades dessa guerra , praticadas tanto pelos “maragatos” ( federalistas ) como pelos  “pica – paus” ( republicanos que apoiavam o Governo Central ) .



Geralmente os prisioneiros eram conduzidos  para degola a um sítio pouco afastado  do acampamento e a que denominavam “sanga”. Ordinariamente a vítima era amarrada com as mãos para trás e recebia a morte de joelhos, com a cabeça presa entre as pernas do algoz que desferia o golpe fatal . Muitas vezes eram humilhados e mutilados ( castrados ) antes da morte atroz .



Dois tristemente famosos degoladores gaúchos  , foram o famigerado preto Adão  Latorre , maragato  e o terrível Cherengue , legalista .



Em 5 .4. 1894 , no Combate do Boi Preto há a degola de 250 maragatos em represália à degola em 23.11.1893 , de 300 pica -  paus  às margens do Rio Negro , no Potreiro das Almas ( Bagé ) . Alguns historiadores creditam a Adão Latorre a degola de 410 inimigos e a Cherengue a morte de 370 .



A Revolução Federalista durou mais de 2 anos e fez  10.000 vítimas ; destas , mais de 1.000 morreram por degolamento , a ponto da Revolução ter passado à  História do Brasil como a “Revolução das Degolas”.




DEGOLADOS DE CANUDOS POST

OS DEGOLADOS



DE CANUDOS



A Guerra de Canudos ( Campanha de Canudos) ( 1896 – 1897 ) foi o confronto entre o Exército Brasileiro e os seguidores  de  Antônio Conselheiro , na então comunidade de Canudos , no interior do Estado da Bahia, no nordeste do Brasil .

Em setembro de 1897 , após várias Expedições Militares , o Exército conseguiu fechar o cerco sobre o Arraial de Canudos . Antônio Conselheiro morreu em 22 de setembro, supostamente em decorrência de uma disenteria.

Após receber promessas de que a República lhes garantiria a vida, uma parte da população sobrevivente ao pesado de artilharia   se rendeu , enquanto um último reduto resistia na praça central do povoado.

Apesar das promessas, todos os homens presos, e também grupos de mulheres e crianças acabaram sendo degolados - uma execução sumária que se apelidou de "gravata vermelha".Cerca de 2.500 casebres foram arrasados e incendiados com querosene pelo Exército .

Foram dez dias de luta final ; no dia 5 de outubro de 1897, caíram os últimos defensores de Canudos : um velho, dois homens adultos e uma criança.

Com isto, a Guerra de Canudos acabou se constituindo numa das maiores e trágicas matanças  da História do Brasil .

Para debelar Canudos foram mobilizados 12.000 soldados de todos Estados do Brasil e cerca de 5.000 deles morreram em combate . Dos 25.000 “jagunços” de Conseheiro teriam sobrevivido  apenas 5 mil .


segunda-feira, 28 de maio de 2012

DEGOLA NO BRASIL POST

A DEGOLA NO

BRASIL



A prática de degolar os inimigos não era incomum nos conflitos armados da História do Brasil .

No âmbito médico-legal, degola é uma ferida (produzida por instrumento cortante ( lâmina ) , como navalha ou bisturi) , localizada na parte de trás do pescoço ( na área coberta pela gola de camisa ) .  Não confundir com esgorjamento, que é também um ferida  localizada no pescoço, porém em sua região anterior ( parte da frente do pescoço) .

A degola ( “gravta vermelha”  ) era executada  como forma meramente revanchista , punitiva  ou de intimidação  para outros  combatentes inimigos ; muitas vezes  era praticada em meio a zombarias e humilhações da vítima .  

Do ponto de vista militar e logístico , a degola decorria da tática de combate  empregada , com necessidade de deslocamentos rápidos (como acontecia geralmente com  as cargas de cavalaria )  e  incapacidade das forças em luta    de fazer prisioneiros, mantê-los encarcerados e alimentá-los .

Procurava-se também  poupar munição , empregando – se  um meio rápido de execução , sem custos .

Em incontáveis episódios de conflitos armados  na História do Brasil , a  degola , embora bárbara , foi uma prática habitual  ; alguns poucos exemplos :

- Guerra dos Farrapos

- Revolução  Federalista ( “Revolução da Degola” )

- Canudos

- Guerra do Paraguai .


domingo, 27 de maio de 2012

ACAYU , "FRUTA! 100% BRASILEIRA POST

O  ACAYU , “FRUTA”

100 % BRASILEIRA 



O caju é muitas vezes tido erroneamente como o fruto do cajueiro ( Anacardium occidental ) quando , na verdade , trata-se de um pseudofruto. O fruto propriamente dito é a castanha . O cajueiro é uma planta 100% brasileira , originária do Norte e do Nordeste do Brasil .

Certamente os nossos indígenas já tinham comprovado as amplas propriedades alimentares do caju ,  riquíssimo em vitaminas ( C ,  A ,  complexo B ) , proteínas, lipídios,  carboidratos, sais minerais , fibras e gordura insaturada .

Os  primeiros cronistas do Brasil  contam que, na época da frutificação dos cajueiros, nações indígenas do interior vinham ao litoral, território dos tupinambás e tupiniquins, e com eles travavam guerras pela colheita dos frutos: eram as "guerras do acayu".

O cajueiro floresce a partir do mês de junho, prolongando-se até novembro . Os frutos amadurecem nos meses de setembro até janeiro quando ocorriam as safras e a “guerra do caju” .

Na tradição oral sabe-se que acayu ou aca-iu refere-se a “ano” , uma vez que os indígenas contavam a idade a cada floração e safra dos cajueiros .



O nome caju, vem do nome original tupi da planta, “acá-iu”, ou “fruto amarelo”, que aportuguesado ficou caju .

 Em 1548 , Fernão Cardim,  descreveu que as castanhas podiam  ser comidas assadas, cruas e postas em água como amêndoas piladas, podendo-se ainda fazer doces.

Em 1557 , o  monge francês Jean de  Léry , em sua obra “Viagem à Terra do Brasil”, referiu –se ao caju .

Em 1558 , francês André Thevet ,   em seu livro “Singularidades da França Antártica”,  fez a primeira ilustração da planta e seu fruto.

Em 1576 ,o primeiro escritor português a descrever o cajueiro foi Pedro Magalhães Gandavo ,comparou a castanha do caju à mais saborosa das amêndoas.

Em 1587, o pesquisador, Gabriel Soares de Sousa, escreveu em seu livro “Tratado Descritivo do Brasil”  sobre o uso da castanha e o valor medicinal do suco, chamando a atenção para o óleo da casca da castanha.

O  Conde Mauricio de Nassau protegeu os cajueiros, através de uma  resolução que fixou a multa de 100 florins por cajueiro derrubado, visto que a fruta tinha uma importância de sustento para os índios e para uso culinário nos doces cristalizados  exportados para a Holanda .

Presume-se que o  primeiro cajueiro brasileiro a ser exportado , chegou a Goa, principal colônia de Portugal nas Índias Orientais  entre 1560 e 1565.  Transplantado  para a África, espalhou-se pelas costas leste e oeste deste continente .

No Barroco brasileiro , o caju , juntamente com outras frutas regionais passou a ser tema de decoração .

O cajueiro é a árvore - símbolo da Cidade do Recife (PE).


D. JOÃO VI , HOMOSSEXUAL ?

D.JOÃO VI ,



HOMOSSEXUAL ?



Os historiadores Tobias Monteiro e Patrick Wilcken apontam indícios de que Dom João VI teria tido  um relacionamento homossexual , não por convicção , antes por necessidade, ou “de conveniência”,  pois seu casamento logo se revelou um fracasso, vivendo apartado da esposa Carlota Joaquina ,  reunindo-se a ela esporadicamente e apenas  em ocasiões protocolares .



Seu parceiro teria sido seu camareiro favorito, Francisco Rufino de Sousa Lobato, cuja tarefa teria sido masturbar o rei com alguma frequência . Embora isso possa ser  uma  simples maledicência, um padre, chamado Miguel, teria uma vez surpreendido a cena e por isso deportado para Angola , não sem antes deixar um testemunho por escrito.



De qualquer modo  , o camareiro  Francisco Rufino 

foi regiamente ( sem trocadilhos ) recompensado e recebeu diversas honrarias e acumulando entre outros , os cargos de Conselheiro do Rei, Secretário da Casa do Infantado, Secretário da Mesa de Consciência e Ordens e Governador da Fortaleza de Santa Cruz, recebendo também o título de Barão e depois Visconde de Vila Nova da Rainha.


TRAIÇÃO EM ACAJUTIBIRÓ POST

TRAIÇÃO EM



ACAJUTIBIRÓ



A Baia da Traição é um dos núcleos de povoamento mais antigo do litoral da  Paraíba . Atualmente ,  no município de Baia da Traição está localizada a maioria das aldeias indígenas, que integram a Terra Indígena Potiguara.  

Ali são exibidas  várias atividades folclóricas, destacando-se o toré – dançando pelos Potiguara, através dos séculos; o coco de roda, as lapinhas, cirandas e a nau-catarineta ,etc.

A Baia da Traição  começou a ser visitada e ocupada pelos franceses  que nas  primeiras décadas do séc.XVI fundaram uma feitoria para  o comércio do pau-brasil, abundante na região. Eles conseguiram a amizade e a confiança dos Potiguaras, incentivando-os na luta contra os portugueses, vistos pelos silvícolas como um inimigo e invasor de suas terras.

O nome indígena original de   Baía da Traição era Acajutibiró que significa “local de caju” ou “caju em abundância” .

Há varias  versões para a razão do nome atual  “Baia da Traição” .

Segundo uma das versões , entre 1503 e 1505  os potiguara paraibanos  mataram à traição , alguns náufragos castelhanos e portugueses, razão pela qual o nome traição  ainda permanece.


De acordo com  uma outra versão os indígenas mataram ali traçoeiramente  dois frades franciscanos, em 1505 .


Uma terceira versão é que o nome traição estaria vinculado à 1ª expedição exploratória  de 1501, da qual participou o famoso Américo Vespúcio, quando três marinheiros portugueses foram mortos e devorados pelos nativos antes recebidos amigavelmente, no primeiro porto onde a flotilha ancorou, no dia 17de agosto.

Ainda com relação ao nome traição, convém mencionar o mapa de Reinel, de 1516, onde se destaca a inscrição “Baía de Pituaçua de Treyçam” .

Outro dado ato relevante  é que o nome de Baía da Traição já constava como limite norte da Capitania de Itamaracá, doada por D. João III a Pero Lopes de Sousa, em 1534.